O que é Gripe?
Circulação dos Vírus
Respiratórios
Vacina Contra Gripe
Gripe Aviária
Plano de contingência
Artigos Científicos e Recomendações
Publicações e Pôsteres
Aulas
Perguntas Mais Frequentes
Links Úteis
 
ETIOLOGIA
A GRIPE (influenza) é uma das doenças respiratórias que mais acometem o homem. Causada por um vírus específico, chamado vírus influenza:  Myxovirus influenzae.

São conhecidos 3 tipos de vírus da influenza: A, B e C. Os tipos A e B causam maior morbidade (doença) e mortalidade (mortes).

A estrutura viral consiste em um envoltório, com inserção de duas glicoproteínas, hemaglutinina (HA) e neuraminidase (NA). Logo abaixo do envoltório, observa-se a matriz (membrana) e no seu interior as nucleoproteínas (NP) e o material genético, que é constituído de RNA.

As glicoproteínas de superfície, HA e NA, são as mais importantes antigenicamente. As nucleoproteínas e a proteína de matriz são tipo-específicas e permitem a identificação dos vírus como A, B e C.


Fonte: Adaptado do website

A hemaglutinina (HA) é uma glicoproteína, que tem como principal função ligar o vírus ao receptor da célula hospedeira. A HA tem grande importância epidemiológica devido a sua variabilidade antigênica.

A outra glicoproteína de superfície, a neuroaminidase (NA) esta, produz uma substância que facilita o transporte do vírus através do muco, e expõe a HA, permitindo sua clivagem e, conseqüentemente, a infectividade. A NA também é responsável pela liberação dos vírus recém-formados da célula hospedeira, influenciando assim, no curso da doença mesmo não se tratando de uma glicoproteína que estimule a síntese de anticorpos.

Nomenclatura
A nomenclatura do vírus influenza leva em consideração o tipo do vírus, a localização geográfica do isolamento, o número de casos isolados naquela localidade, o ano do isolamento e as propriedades antigênicas da HA e da NA.

Como exemplo, uma cepa de vírus influenza tipo A, isolado nas Filipinas no ano de 1982, sendo a segunda cepa descoberta no local com as proteínas de superfície H3 e N2, poderia ser descrito como: A/Filipinas/2/82 (H3N2).

Variação antigênica
A característica mais relevante dos vírus influenza é a rápida variação dos seus antígenos, o que é mais freqüente com o vírus influenza A do que com o B. Esta característica não parece estar associada ao vírus influenza C.

A alteração da estrutura antigênica do vírus influenza gera novas cepas virais as quais a população não tinha entrado em contato ainda, podendo ter pouca ou nenhuma resistência a elas. Este fato pode causar surtos epidêmicos.

Essa variação antigênica envolve principalmente as duas glicoproteínas de superfície do vírus, HA e NA. A HA é a mais freqüentemente envolvida na variação antigênica do que a NA. Como a HA estimula a produção de anticorpos, a variação desta glicoproteína tem grande interesse epidemiológico.

Existem dois tipos de mutações:

Drift
A variação drift resulta de mudanças pequenas que recorrem continuamente dentro de um subtipo (vírus influenza A ou B) sem provocar a mudança de subtipo.

Shift
São alterações maiores no RNA viral, que resultam na produção de uma nova glicoproteína de superfície (Hemaglutinina ou Neuraminidase), isto é, são formados “novos” vírus para os quais a população não tem imunidade (apenas vírus A). Essa é a variação responsável em grande parte pelas pandemias da gripe.

   
         
Última Atualização: 25/7/2008