A infecção por vírus influenza está associada a complicações pulmonares e de outros órgãos. Tais eventos podem ser decorrentes do próprio vírus ou conseqüência de infecção bacteriana secundária sendo mais freqüentes as provocadas pelos seguintes agentes:
Streptococcus pneumoniae, Staphylococcus e Haemophillus influenzae.
Dentre as complicações, a otite, a sinusite e a pneumonia parecem ser as mais freqüentes e mais importantes.
As complicações são mais comuns em crianças, idosos e indivíduos debilitados. As situações sabidamente de risco incluem doença crônica pulmonar (Asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica - DPOC), cardiopatias (Insuficiência Cardíaca Crônica), doença metabólica crônica (Diabetes, por exemplo), imunodeficiência ou imunodepressão, gravidez, doença renal crônica e hemoglobinopatias.
A seguir estão relacionadas às complicações associadas a este vírus:
- Pneumonia por vírus influenza
- Pneumonia bacteriana secundária
- Otite media aguda (inflamação do ouvido) e sinusite (inflamação dos seis da face)
- Miocardite (inflamação do músculo cardíaco)
- Pericardite (inflamação do pericárdio)
- Síndrome do Choque Tóxico(1)
- Síndrome de Guillain-Barré(2)
- Síndrome de Raye(3)
- Raramente: Encefalite (principalmente em crianças) e Mielite Transversa
- Laringite (infecção da laringe)
- Miosite (inflamação muscular)
- Tosse persistente
- Outras
(1) Síndrome do Choque Tóxico: Choque associado a infecções por Streptococcus sp.
(2) Síndrome de Guillain-Barré: Quadro caracterizado por fraqueza progressiva, geralmente simétrica, com hiporreflexia. Geralmente, inicia-se nos membros inferiores e evolui de forma ascendente, mas pode também ter início nos membros superiores ou face. Na maioria dos casos, não há sinais sistêmicos como febre, calafrios ou perda de peso. O grau de paralisia pode variar desde discreta perda da força até tetraplegia flácida com dificuldade respiratória. Não há envolvimento do sistema nervoso central.
(3)Síndrome de Reye: Esta síndrome caracteriza-se por encefalopatia e degeneração gordurosa do fígado, geralmente associada ao uso de Ácido Acetil Salicílico, na vigência de um quadro viral.