Os pacientes acometidos por influenza sempre devem receber o tratamento específico por antivirais, podendo ser complementado por medicamentos sintomáticos com antitérmico/analgésico, descongestionante nasal, além de repouso e adequada hidratação oral. Formas graves de pneumonia (viral, bacteriana ou ambas), poderão necessitar de suporte respiratório, ou até mesmo de ventilação mecânica .
Em relação à terapia especifica, ou seja, por antivirais, a experiência terapêutica em crianças é limitada, já se tendo maior experiência em adultos. Esta terapia antiviral (bloqueio da neuroaminidase) , comprovadamente reduz os risco de complicações . No nosso meio está disponível o Oseltamivir que deve ser utilizado nas primeiras 48 hs do início do quadro , com um comprimido de 75 mg duas vezes ao dia por cinco dias. Os antivirais “antigos”, amantadina e rimantadina não são utilizados de rotina por terem muitos efeitos colaterais, e protegerem somente contra o influenza A.
As crianças não devem receber salicilatos por causa do risco aumentado de desenvolvimento de Síndrome de Reye. O uso de antibióticos com caráter profilático não tem nenhuma base científica e clínica.