Crianças e idosos são mais vulneráveis às doenças da estação
Data:
30/01/2012
Fonte:
O Povo - CE
Passávamos pela estação chuvosa de 2007, quando as gêmeas Lívia e Viviane, 10 meses, adquiriram a virose. Inexperiente diante da nova situação que vivia com as primogênitas, a mãe tratou a enfermidade em casa, mas se esqueceu de tomar medidas essenciais para recuperar a saúde das filhas. “Não dei muito líquido e deixei a febre se estender por muitos dias. Achava que não fosse muito grave e não procurei um médico logo no início”, relata Marly Magalhães, 41.
Em pouco tempo, o quadro evoluiu para uma pneumonia e obrigou os pais, aflitos, a deixarem as meninas internadas por três dias no hospital. “Foi um choque”, descreve Marly.
Hoje, Lívia e Viviane têm seis anos e, há três, ganharam uma irmã. “O que aconteceu com as duas nos serviu de alerta. Com Alice, já sabemos muito melhor como agir ela não nos deu o menor trabalho. Na época de chuvas, os cuidados dobram com as três. Aprendemos, por exemplo, que muito líquid o, sucos de frutas, alimentação reforçada e acompanhamento médico fazem uma grande diferença”, orienta.
A idade em que as garotas foram acometidas pela pneumonia, de acordo com a pediatra Mércia Lemos, é mesmo o período de vida das crianças que mais requer cuidados, principalmente, nesta época do ano. “A faixa etária com grande risco de desenvolver doenças de maior gravidade é até um ano. Quase sempre, as enfermidades se relacionam às doenças respiratórias ou alérgicas”. Segundo ela, são as gripes, as pneumonias, as bronquiolites e as asmas as grandes vilãs dos pequenos.
Depois do susto, Marly sabe o que fazer para que esta época passe sem traumas. O lazer, a escola e o comportamento no dia a dia são mais bem inspecionados. “Evito shoppings e cinemas. Ficamos em casa vendo filmes ou vamos para parques abertos quando o clima melhora um pouco. Não levo para escola se estão gripadas. Quando estão se recuperando, peço à professora para evitar maiores contatos com os coleguinhas. Mantenho a casa arejada, agasalho bem melhor as três e, claro, dou a elas muito carinho e aconchego. O amor dos pais também ajuda muito a curar”, ensina.
Atenção aos idosos
O cuidado com os idosos também requer atenção especial nos próximos quatro meses. O presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, no Ceará, o médico João Bastos, explica que o perigo está nas doenças alérgicas e infecções respiratórias. Ele explica que as chuvas facilitam a proliferação de vírus devido ao calor e à umidade elevada. “As mudanças de clima são suficientes para deixarem os idosos mais debilitados e expostos às doenças que se proliferam com mais frequência nesse período”.
João Bastos ressalta que as gripes e as suspeitas de dengue ou pneumonia, depois dos 60 anos, precisam ser bem acompanhadas assim como manifestações ou crises de faringites, laringites, sinusites e rinites. “É interessante vacinar os idosos. Sintomas insistentes por mais de u ma semana devem ser vistos por um médico. O diagnóstico precoce é o que salva, muitas vezes”, alerta o médico. De acordo com a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, 30% das pessoas sofrem, ao menos, de rinite alérgica neste período, além do aumento relevante no número de casos de sinusite, laringite e faringite. (Sara Rebeca Aguiar)
Dicas de quem sabe
“Com a chegada das chuvas, minhas crianças apresentam, com mais frequência, quadros gripais. Normalmente, febre, perda do apetite e diminuição das brincadeiras. Como nesta época o número de infecções respiratórias (gripes, resfriados, bronquites e renite alérgicas) e gastroenterites (diarreia aguda, desidratação e infecções por rotavírus) aumenta, os pais devem manter uma saudável alimentação dos filhos. Aumentar a oferta de líquidos, incluindo variedades de sucos, como laranja e acerola, que são fontes de vitamina C, é uma dica essencial. Evitar lugares fechados e aglomerados e lavar sempre as mãos, preferir passeios ao ar livre e manter sempre o quarto arejado e ventilado também são medidas de prevenção. Com o retorno às aulas, é bom reforçar nas escolas a ingestão de água e os cuidados de higiene.”
Jubya Bastos, pediatra e mãe de três crianças
Sesap notifica segundo caso de H1N1
Data:
26/01/2012
Fonte:
Tribuna do Norte - RN
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), através da área técnica de vigilância da influenza e doenças agudas respiratórias, confirmou nesta quinta-feira (26), a identificação de mais um caso de H1N1 no Rio Grande do Norte. A criança, de oito anos de idade, passa bem e já recebeu alta do hospital. O outro caso de H1N1, que acabou resultando em óbito, foi confirmado no último dia 19 de janeiro.
"Continuamos afirmando que não há motivos para caracterização de um surto no estado. Estamos vivendo um período pós-pandêmico, caracterizado pela redução das notificações e de casos confirmados, mas que exige a continuidade das atividades de vigilância epidemiológica, como o monitoramento de casos graves e eventos incomuns de doenças respiratórias agudas", afirmou Stella Leal, responsável pela vigilância da influenza.
A Sesap orienta e solicita aos profissionais de saúde um maior empenho na notificação dos casos e n a coleta dos exames, que é feita com material fornecido gratuitamente aos hospitais pelo Laboratório Central (Lacen). A principal medida para se evitar a transmissão do vírus é lavar frequentemente as mãos com água e sabão.
Desde 2009, trinta e dois hospitais em todo o estado estão preparados e capacitados para receber os casos da doença. Somente em Natal são 18 hospitais entre os da rede pública, privada e filantrópica que estão aptos a identificar os casos e tomar as providências necessárias.
Os sintomas da H1N1 geralmente são febre acima de 38°C, tosse, dor no corpo, dor de cabeça e de garganta. Nestes casos, a recomendação é procurar o serviço de saúde mais próximo. Os sinais de gravidade da doença são febre persistente e alta, além de dificuldade para respirar. Os hospitais referência em atendimento para os casos graves são o Giselda Trigueiro, para adultos e o Maria Alice Fernandes, para as crianças.
México confirma nove mortes e 573 infecções por gripe H1N1
Data:
22/01/2012
Fonte:
G1 - RJ
Autoridades sanitárias descartaram que se trate de uma emergência.
Segundo boletim, infecções respiratórias aumentam no inverno.
Da France Presse
A secretaria mexicana de Saúde informou, neste domingo (22), que o total de casos confirmados de gripe H1N1 chegou a 573 pacientes, com nove mortes provocadas pela doença.
Os casos desta cepa viral representam 90% do total de doentes por gripe, segundo dados da secretaria, publicados em comunicado em sua página na internet.
"De acordo com o informado pelas unidades de saúde monitoras de influenza, na primeira semana de 2012, sete em cada 1.000 consultas por doença respiratória foram [de] pacientes com sintomas semelhantes à influenza, sendo uma prevalência muito abaixo do indicador de alerta, que é de 20 por 1.000", explicou o boletim.
Além disso, as autoridades sanitárias lembraram que na temporada de inverno aumentam as infecções respiratórias agudas.
"Até 20 de janeiro de 2012 foram registradas 505.521 consultas por infecções respiratórias agudas e 1.343 casos de pneumonias e broncopneumonias", acrescentou.
Na quinta-feira, o vice-secretário de Prevenção e Promoção da Saúde, Pablo Kuri, havia reportado 333 casos de influenza H1N1 confirmados em todo o território mexicano, e descartou que se trate de uma emergência.
O aumento de casos começou a ser registrado nas últimas semanas de dezembro, razão pela qual Kuri qualificou como "uma situação esperada" para a temporada de inverno.
A gripe H1N1 manteve o México em alerta sanitário do fim de abril de 2009 a junho de 2010. Neste período, foram registradas 1.251 mortes.
Indonésia registra 2ª morte pela doença neste ano
Data:
21/01/2012
Fonte:
O Estado de S. Paulo - SP
A Indonésia registrou ontem a segunda morte causada por gripe aviária neste ano: uma menina de 5 anos que recentemente havia perdido um parente com o vírus. As preocupações com a gripe aviária aumentaram na região depois que a China, no fim de dezembro, registrou o primeiro caso fatal do vírus H5N1 em 18 meses. Anteontem, o Vietnã registrou o primeiro caso mortal da doença em quase dois anos. O vírus também tirou a vida de uma criança no Camboja.
A última vítima na Indonésia viveu na mesma casa que um parente seu, de 24 anos, morto pelo vírus no dia 7. A criança teve contato com aves nos arredores de sua vizinhança, mas não foi possível confirmar se ela manipulou aves contaminadas de sua região, no norte de Jacarta.
A Indonésia foi o país mais atingido por gripe aviária nos últimos anos, com 150 mortes entre 2003 e 2011, de acordo com a Organização Mund ial do Comércio (OMC). De 184 casos ocorridos desde 2005, 152 terminaram em morte. / AP e EFE
Cientistas suspendem por 60 dias pesquisas com vírus da gripe aviária
Data:
21/01/2012
Fonte:
O Estado de S. Paulo - SP
Ciência. Conselho de biossegurança ligado ao governo dos Estados Unidos havia manifestado preocupação com publicação de informações científicas sobre vírus geneticamente modificado receio era de que terroristas criassem arma biológica letal
21 de janeiro de 2012 | 3h 02
ALEXANDRE GONÇALVES - O Estado de S.Paulo
Cientistas que pesquisam uma versão geneticamente alterada - e potencialmente transmissível entre humanos - do vírus da gripe aviária H5N1 decidiram interromper as pesquisas por 60 dias. Em um artigo publicado nas revistas Nature e Science, os pesquisadores afirmam que querem dar tempo "a governos e organizações para discutir esse tipo de pesquisa".
O grupo, que representa 39 instituições de pesquisa de todo o mundo, propõe a realização de um fórum científico internacional sobre o tema, mas defende a continuação dos estudos e a publicação dos resultados.
Em dezembro, um conselho de biossegur ança ligado ao governo dos Estados Unidos solicitou aos pesquisadores que alterassem seus trabalhos científicos originais antes da publicação, de modo a omitir pontos-chave da pesquisa que descreveriam as alterações do genoma do vírus responsáveis pelo aumento na capacidade de contágio.
O conselho teme a utilização do estudo por terroristas dispostos a criar uma arma biológica.
Os pesquisadores aceitaram a contragosto a solicitação. Mas, agora, defendem um amplo diálogo para mostrar que suas pesquisas são importantes para o combate a futuras pandemias e todos os cuidados são tomados para evitar acidentes ou ações terroristas.
Eles admitem que a preocupação das autoridades governamentais e da população tem fundamento. "Reconhecemos que a comunidade científica deve esclarecer os benefícios dessa importante pesquisa e as medidas adotadas para diminuir possíveis riscos", afirma o artigo publicado ontem, que reúne pesquisadores de oito países.
Dois grupos de cientistas conseguiram produzir em laboratório um vírus da gripe aviária que pode ser transmitido pelo ar entre furões, uma espécie de mamífero. O microrganismo não foi testado em pessoas, mas há uma boa probabilidade de que ele também seja altamente contagioso para humanos.
Furões são considerados os modelos mais próximos dos homens em testes clínicos do aparelho respiratório.
O virologista Ron Fouchier, que coordena um dos grupos, no Centro Médico Erasmus, na Holanda, afirmou que o vírus é "provavelmente um dos mais perigosos que podem ser feitos em laboratório".
O vírus da gripe H5N1 tem uma taxa de letalidade superior a 50%. Até agora, no entanto, não surgiu na natureza uma cepa capaz de ser transmitida de forma eficiente entre humanos.
Os casos estão sempre relacionados a zoonoses - contágio de um homem por um animal infectado - em porcos ou aves.
Um bom exemplo do impacto de uma cepa altamente contagiosa e letal é a gripe espanhola H1N 1, no início do século 20. Ela causou cerca de 50 milhões de mortes e infectou entre 20% e 40% da população mundial.
Benefícios. Fouchier recorda, no entanto, que sua pesquisa poderá auxiliar a produção de medicamentos e vacinas, além de mecanismos mais eficazes para identificar cepas perigosas na natureza antes que elas iniciem uma pandemia. Ele enviou seu trabalho para publicação na revista Science.
Outro grupo, liderado pelo virologista Yoshihiro Kawaoka, da Universidade de Wisconsin em Madison, obteve resultados semelhantes e enviou o artigo para a Nature. Diante do tema controverso, ambas as revistas decidiram consultar o governo americano. Os dois estudos foram financiados pelo NIH, agência pública de pesquisa em saúde nos Estados Unidos.
Opiniões. O virologista Ésper Kallás, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), defende que as pesquisas com o vírus H5N1 não devem sofrer restrições governamentais. "Seria absurdo por dois motivos" , afirma. "Em primeiro lugar, é um trabalho importante, que pode salvar milhares de vidas. Em segundo, nenhum país seria tolo de usar uma arma assim, porque é impossível controlá-la. Ela se voltaria contra o próprio grupo que a utilizou."
O infectologista Eduardo Medeiros, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), concorda: "Qualquer conhecimento pode ser bem ou mal utilizado. Seria preciso proibir pesquisas em muitas outras áreas segundo esse critério", defende.
Secretaria da Saúde confirma morte por gripe A no Rio Grande do Norte
Data:
20/01/2012
Fonte:
G1 - RJ
Último caso confirmado no estado foi registrado em janeiro de 2010.
Outro paciente com suspeita de estar com a gripe passa bem, diz governo.
Do G1, em São Paulo
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) do Rio Grande do Norte confirmou nesta quinta-feira (19), após a divulgação de um laudo realizado pelo Laboratório Evandro Chagas, uma morte causada pelo vírus da gripe A (H1N1). A vítima teria morrido em 12 de janeiro.
Em janeiro, outro caso suspeito da doença foi notificado à pasta, mas ainda não há confirmação de que o paciente está com a gripe A. Segundo a Sesap, a pessoa passa bem.
A subcoordenadora de vigilância epidemiológica da secretaria, Juliana Araújo, disse em nota divulgada no site da Sesap que "não há motivos para caracterização de um surto da gripe A (H1N1)". A subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica é responsável por monitorar os casos suspeitos e diz que a vacinação c ontra o vírus não atingiu o total da população no estado.
Em 2011, não foi confirmado nenhum caso de gripe A (H1N1) do Rio Grande do Norte. Houve 16 casos suspeitos, com duas mortes descartadas. O último caso foi confirmado em janeiro de 2010.
Criança de cinco anos é primeira vítima do H1N1
Data:
20/01/2012
Fonte:
Tribuna do Norte - RN
Uma criança, de cinco anos, foi a primeira vítima fatal de influenza A H1N1 este ano, no Rio Grande do Norte. A confirmação da causa do óbito, ocorrido no último dia 12, foi divulgada pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), na tarde de ontem, mediante laudo do Instituto Evandro Chagas. Outro caso suspeito, ainda sem confirmação, envolve criança de 7 anos, moradora da Grande Natal, que passa bem. As notificações ocorrem após um ano sem qualquer caso da doença confirmado no Estado. 2011, existiram apenas 16 casos suspeitos, com 2 óbitos descartados. O último caso de H1N1 havia sido confirmado no Rio Grande do Norte em janeiro de 2010.
A subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica Juliana Araújo enfatiza que não caracteriza novo surto da doença, embora considere haver subnotificação dos casos, após a pandemia ocorrida em 2009. "Não há estado epidêmico e nem indicam surto. São casos pontuais, isolados, mas irem os reforçar os cuidados", disse. Apenas os casos graves, que apresentam febre, tosse e dispnéia são notificados. Uma nota técnica mostrando as estatísticas e reforçando a necessidade de atenção para o diagnóstico e tratamento, bem como para práticas de higiene será publicada hoje, pela Sesap. A redução no número de casos se deve a cobertura da vacinação, realizada em 2010. "Como houve a imunização de grupos de riscos isso reduziu a ocorrência, mas não quer dizer que o vírus está fora de circulação. Não há como termos prevenção sem vigilância", disse.
Juliana Araújo lembra que o vírus tornou-se um vírus sazonal, com maior incidência, em estados da região Nordeste, no período de dezembro a fevereiro, quando o calor e as chuvas intermitentes aumentam o número de problemas respiratórios. Na região Sul ocorre na época de inverno.
Stella Leal, responsável pela vigilância da Influenza na Sesap, explicou que a vacinação não atinge 100% da população e que ainda pode deixar algumas pessoas susceptíveis ao vírus, que continua em circulação em todo o país. Stella lembrou ainda que a Sesap vem observando uma redução nas notificações da doença e alerta para que os profissionais de saúde continuem fazendo as notificações de casos suspeitos e solicitando o exame de confirmação.
Apesar da mutação do vírus, alerta o médico e presidente da Sociedade de Infectologia Hênio Lacerda, os casos são pontuais e a cobertura da vacinação tem se mostrado eficaz. "É preciso investigar se este é um caso que não foi imunizado, se fazia parte do grupo de risco porque não recebeu ou se é uma fatalidade", afirma. A retomada de práticas de higiene, como lavar as mãos com sabão, o uso de álcool em gel e evitar ambientes fechados de grande aglomeração, bem como o uso compartilhado de objetos, podem prevenir o contágio.
Em caso de dificuldade de respirar associada a gripe, orienta o médico, é preciso buscar uma unidade médica. O uso de medicação durante as primeiras 48 horas de manifestação dos sintomas é fundamental. Os hospitais regionais e alguns privados estão abastecidos com a medicação, usada somente sob prescrição médica.
Cuidados
Os vírus que causam a gripe podem sobreviver de 2 a 8 horas em locais como maçanetas, mesas, corrimões, etc. Então, lave as mãos vigorosamente e com frequência use água e sabão e esfregue bem entre os dedos.
Evite ficar tocando seus olhos, nariz e boca Evite locais com muitas pessoas e mantenha os ambientes arejados Se já estiver com o vírus: Cubra sua boca ou nariz com um lenço de papel quando espirrar ou tossir Procure ficar em casa por 7 dias e evite abraços, beijos e apertos de mão.
Censura a dados sobre gripe aviária é debatida
Data:
20/01/2012
Fonte:
Folha de S. Paulo - SP
Cientistas divergem sobre riscos da divulgação de estudo sobre transmissão do vírus
DE SÃO PAULO
O pedido de restrição, feito pelo governo dos EUA, à publicação de dados de um estudo sobre gripe aviária foi tema de artigos publicados ontem na revista "Science".
Em dezembro, o editor da revista comunicou que o governo americano havia pedido a não divulgação, para o público em geral, de informações obtidas por uma pesquisa que conseguiu fazer o vírus H5N1 ser transmitido entre mamíferos.
O vírus causador da chamada gripe aviária é transmitido de aves para humanos, mas não entre humanos como a gripe comum. A letalidade da doença chega a até 80% em alguns países.
A pesquisa feita por Ron Fouchier, no Centro Médico Erasmus, na Holanda, alterou o vírus para que ele se tornasse transmissível entre ferrets, mamíferos. O objetivo é antecipar o comportamento do vírus caso a transmissão entre pessoas se to rne possível e avançar no desenvolvimento de vacinas.
O pedido de censura aos dados pelo governo americano foi justificado pelo risco de bioterrorismo: nas mãos erradas, essas informações poderiam ser usadas para criar uma pandemia grave.
Os autores se defenderam ontem dizendo que "a própria natureza deveria ser considerar a principal bioterrorista".
Segundo Fouchier, os vírus que emergiram de seus reservatórios naturais já mataram milhões de pessoas sem a interferência dos humanos.
"Especialistas em doenças infecciosas têm a obrigação moral de fazer pesquisa em nome do interesse público e comunicar seus resultados de forma responsável."
Já o pesquisador Michael T. Osterholm, da Escola de Medicina da Universidade de Minnesota, nos EUA, afirma que não é necessário compartilhar os resultados desse estudo para obter avanços para a criação de uma vacina.
Para ele, a disseminação dos métodos da pesquisa não vai proteger a população de uma pandemia.
"Se uma forma virulenta de H5N1 causar uma pandemia, seja por vazamento intencional ou não dos dados, a ciência será responsável pelo que fez ou não para minimizar esse risco."
Homem morre com suspeita de gripe A
Data:
20/01/2012
Fonte:
Jornal da Cidade - SP
A primeira morte por gripe A (H1N1) - ou gripe suína - no ano de 2012, em Bauru, pode ter sido registrada ontem. O funcionário público Adilson Eduardo Pereira, 34 anos, faleceu na manhã desta quarta-feira, poucas horas depois de ser internado no Hospital Estadual (HE) com sintomas clássicos da doença.
O paciente apresentava um quadro extremamente grave de insuficiência respiratória e não está descartada a hipótese de que tenha morrido de dengue hemorrágica ou outra doença que possa ter efeito letal sobre os pulmões. Os exames para comprovar as reais causas do óbito já foram solicitados e devem ser divulgados em 30 dias.
Pereira era morador de Pederneiras (26 quilômetros de Bauru) e começou a ser tratado na Santa Casa do município no início desta semana. Os sintomas iniciais eram de gripe comum, como tosse e dor no corpo, que evoluíram rapidamente. Com o quadro agravado, ele foi transferido par a o Hospital de Base, em Bauru e, na noite de anteontem, para o HE, onde morreu.
Em Pederneiras, o funcionário público, conhecido como “Bugrinho”, trabalhava na Defesa Civil e na instalação e manutenção de placas de sinalização de trânsito da cidade. Segundo informações de amigos, a vítima estava em férias e começou a manifestar os sintomas iniciais de gripe há cerca de uma semana.
Ele teria procurado ajuda médica mas, entre idas e vindas ao pronto-socorro da cidade, só veio a ser internado no HB de Bauru na última terça-feira, quando já estava bastante debilitado. “Tudo começou com uma gripe forte. Depois, houve suspeita de que fosse uma pneumonia. Mas ele só foi encaminhado para o Hospital de Base quando já estava escarrando sangue”, conta uma pessoa, que preferiu não se identificar.
De acordo com o amigo e colega de trabalho Francisco Ferreira de Araújo, Pereira era uma pessoa saudável, mas tinha sobrepeso, o que é uma condição agravante para a letalidade da gripe A. Não há confirmação de que ele tivesse sido vacinado contra o vírus influenza A (H1N1). “Em cinco anos trabalhando com ele, nunca precisou se afastar para tratamento de saúde. O que aconteceu foi algo totalmente inesperado”, diz.
Pessoas próximas ao paciente também não souberam informar se ele chegou a ser medicado com fosfato de oseltamivir (tamiflu), medicamento indicado para o tratamento da doença. Um amigo comentou que a esposa da vítima teria sido informada pelos médicos do HE de que, provavelmente, o paciente tivesse sido contagiado pela gripe A.
Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do HE e da Secretaria de Estado da Saúde não confirmaram a suspeita, que só poderá ser comprovada após a divulgação do resultado dos exames.
Casamento
O funcionário público Adilson Eduardo Pereira, 34 anos, iria se casar em abril deste ano com a atual companheira, com quem já vivia há alguns anos. Além da mulher, ele deixa duas filhas, de 6 e 4 anos de idade. A vítima foi velada durante toda a tarde de ontem no Velório Municipal de Pederneiras e sepultada no Cemitério Municipal às 18h.
Segundo caso em 3 meses
Se confirmada a causa da morte por gripe A (H1N1), este será o segundo óbito em Bauru em decorrência da doença no intervalo de apenas três meses. No início de outubro de 2011, uma comerciante de 42 anos faleceu depois de permanecer internada durante cinco dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Lucas. A gripe A (H1N1) foi comprovada como causa da morte por meio de exames laboratoriais, cujo resultado foi divulgado 20 dias após a morte da paciente.
Assim como Adilson Eduardo Pereira, a mulher, que não teve o nome divulgado a pedido da família, apresentava sobrepeso e manifestou inicialmente sintomas de gripe comum, que evoluíram em poucos dias para um quadro grave, que não pôde ser revertido a tempo
Sesap monitora casos de H1N1 no RN
Data:
19/01/2012
Fonte:
Tribuna do Norte - RN
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), através da Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (Suvige), continua o trabalho de monitoramento dos casos da influenza do tipo H1N1 no Rio Grande do Norte.
Na tarde desta quinta-feira (19) a Sesap recebeu a confirmação do Laboratório Evandro Chagas de um óbito em decorrência da doença, ocorrido no dia 12 de janeiro. Neste mês de janeiro foi notificado ainda mais um caso suspeito da doença, ainda sem confirmação, mas o paciente passa bem.
Para Juliana Araújo, subcoordenadora de vigilância epidemiológica da Sesap, não há motivos para caracterização de um surto de H1N1 no estado. "Não há indicativo de surto. Nos meses de janeiro e fevereiro acontece naturalmente um aumento da procura de atendimento para os casos de doenças respiratórias. E, até o momento, temos apenas um caso confirmado em todo o estado", informou Juliana.
Stella Leal, responsável pela vigilância da Influenza na Sesap, explicou que a vacinação não atinge 100% da população e que ainda pode deixar algumas pessoas susceptíveis ao vírus, que continua em circulação em todo o país. Stella lembrou ainda que a Sesap vem observando uma redução nas notificações da doença e alerta para que os profissionais de saúde continuem fazendo as notificações de casos suspeitos e solicitando o exame de confirmação.
Em 2011 não foi confirmado nenhum caso de H1N1 no estado. Existiram apenas 16 casos suspeitos, com 2 óbitos descartados. O último caso de H1N1 havia sido confirmado no Rio Grande do Norte em janeiro de 2010.
La Niña estaria relacionada a pandemias de influenza
Data:
18/01/2012
Fonte:
O Globo - RJ
Pesquisadores observaram medições de temperaturas no Pacífico registradas pouco antes de surtos mundiais de gripe
As pandemias mundiais de influenza, que causaram mortes generalizadas em 1918, 1957, 1968 e 2009, podem estar relacionadas à meteorologia. Um novo estudo examinou os padrões climáticos ocorridos durante estes episódios e constatou que eles foram sempre precedidos pelo fenômeno climático La Niña.
Os pesquisadores Jeffrey Shaman, da Universidade de Columbia, e Marc Lipsitch, de Harvard, ressaltam, em trabalho publicado na "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS), que a La Niña costuma alterar os padrões migratórios de aves, que atuam como reservatórios primários da gripe. Estas mudanças podem facilitar o desenvolvimento de variedades mais perigosas de influenza.
Aos examinar a relação entre os padrões climáticos e as pandemias de influenza, os pesquisadores observaram os registro s de temperaturas no Oceano Pacífico equatorial no outono e no inverno antes das quatro mais recentes pandemias de gripe. Descobriram, assim, que todas as pandemias analisadas foram precedidas por temperaturas superficiais do mar abaixo do normal - algo que corrobora com a formação de La Niña.
Os pesquisadores citam outro trabalho para relacionar a variação das migrações de aves com a La Niña. Estas condições favoreceriam um tipo de alteração, uma espécie de rearranjo genético, que cria variações do vírus da influenza.
- Sabemos que as pandemias surgem de dramáticas alterações no genoma da influenza - ressalta Shaman. - Nossa hipótese é que a La Niña proporciona as condições destas mudanças, redefinindo os padrões de aves migratórias, que são os maiores reservatórios da gripe.
As mudanças na migração de aves não apenas influenciam o padrão de contato entre diferentes espécies de pássaros, como também alteram a interação deles com animais domésticos, como porco s. Trocas de genes entre aves e porcos estão entre as causas da pandemia de gripe suína de 2009.
- Agora podemos olhar para o fluxo gênico viral em certas aves, porcos e seres humanos - explica Shaman. - Assim podemos conseguir algo estatisticamente mais robusto, para ter melhor noção dos mecanismos.
O fato de que muitos outros períodos de La Niña não foram seguidos por pandemias indica que fatores ainda desconhecidos podem ter relação com o desencadeamento dessas doenças.
A La Niña, atuante desde o fim do ano passado, é um fenômeno caracterizado pelo esfriamento anormal nas águas superficiais do Pacífico tropical. No Brasil, ela provoca chuvas mais volumosas em boa parte das regiões Norte e Nordeste, além de diminuição da precipitação no Sul.
Indonésia tem novo caso letal de gripe aviária
Data:
10/01/2012
Fonte:
JB Online - RJ
Um jovem morreu vítima de gripe aviária na Indonésia, o país mais afetado pelo vírus H5N1, anunciou nesta terça-feira o ministério da Saúde, o que despertou o temor de um ressurgimento da epidemia, 10 dias depois do anúncio de um caso letal na China.
"Os resultados dos exames confirmaram que ele havia contraído a gripe aviária", afirmou à AFP o secretário de doenças infecciosas do ministério, Tjandra Yoga, ao falar sobre a vítima de 23 anos.
Este é o primeiro caso fatal na Indonésia em três meses. No dia 10 de outubro, a morte de duas crianças, de 10 e cinco anos, foram confirmadas como provocadas pelo vírus H5N1. O país não registrava nenhum caso letal da doença desde maio de 2010.
Caso de Influenza A em Oaxaca está sob controle, dizem autoridades
Data:
04/01/2012
Fonte:
UOL - SP
CIDADE DO MÉXICO, 4 JAN (ANSA) - Autoridades sanitárias do estado de Oaxaca, no sul do México, anunciaram que um foco da gripe A (H1N1) que surgiu nos últimos dias já está sob controle.
O secretário de Saúde do estado, Germán Tenório, informou que o caso se tratou de um "contágio interhospitalar", o que, segundo ele, é algo "muito comum" de acontecer.
Foram contabilizados 15 casos de contaminação pelo vírus Influenza A, sendo que 13 deles eram trabalhadores do Instituto Mexicano de Seguro Social (IMSS), e os outros dois, pacientes comuns.
De todos os casos apresentados, 13 pacientes já se encontram em suas casas e estão se recuperando após terem tomado medicamentos.
Em Oaxaca, foram aplicadas cerca de 12 mil vacinas antiinfluenza, principalmente nos trabalhadores do setor da saúde.
O secretário estadual negou que exista um alerta sanitário no estado e disse que há outros casos no estado vizinho de Chiapas e no Norte do país. No fim de dezembro, o governo de Tlaxcala, no centro do México, confirmou a contaminação de sete pessoas e 260 outros casos suspeitos.
Em 2011, foram confirmados em todo o país 258 casos deste tipo de gripe. Trinta e uma pessoas morreram, das quais 18 eram homens e 13, mulheres.
Os casos foram registrados em 21 dos 32 estados do país, sendo que 78% das incidências ocorreram em Chihuahua, Puebla, Baja Califórnia, Distrito Federal, Jalisco e Estado do México.
Amamentação entre 9 meses e 1 ano reduz casos de pneumonia
Data:
03/01/2012
Fonte:
O Dia - RJ
Rio - A amamentação de bebês até os 6 meses é uma das melhores maneiras de fortalecer o organismo contra doenças. A mãe que opta por estender este tipo de alimentação para o filho até que ele tenha 1 ano de idade proporciona ainda mais benefícios para a criança, informa estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Na pesquisa, bebês entre 9 meses e 1 ano que receberam pelo menos uma dose diária de leite materno tiveram risco 48% menor de serem hospitalizadas por pneumonia. O estudo teve como base o prontuário médico de quase 25 mil crianças internadas com a doença no País.
O autor da pesquisa, Cristiano Siqueira Boccolini, explica que o leite materno fornece uma proteína importante para o sistema imunológico. “Ele tem imunoglobulina A- secretória (IgA), substância que recobre a mucosa e protege o organismo contra vírus e bactérias”.
O levantamento da Fiocruz também mostrou que o leite materno atua na prevenção de infecções em menores de seis meses, reduzindo em 38% o risco de internações hospitalares nesta faixa etária.
Autoridades chinesas pedem calma após 1ª morte por gripe aviária
Data:
02/01/2012
Fonte:
Agência Estado - SP
É o primeiro caso em 18 meses homem de 39 anos morreu no dia último dia 31
02 de janeiro de 2012 | 11h 49
As autoridades chinesas de saúde pediram nesta segunda-feira, 2, calma aos habitantes de Shenzhen após ser registrada nessa localidade a primeira morte por gripe aviária em 18 meses no país, depois de assinalar que o vírus foi identificado e não pode gerar contágio entre humanos.
Segundo o Centro de Controle de Doenças da cidade, vizinha a Hong Kong, se confirmou que o vírus pertence à variedade H5N1, altamente patogênica, e que se transmitiu de uma ave para o homem, um motorista de ônibus de 39 anos de sobrenome Chen que morreu em 31 de dezembro.
De acordo com informações anteriores da agência "Xinhua", o falecido não teve contato direto com aves nem tinha viajado para outros lugares recentemente.
A morte causou especial alarme na vizinha ex-colônia britânica de Hong Kong, onde foram proibidas as importações de aves de Shenzhen durante três semanas.
Já há poucos dias, dezenas de milhares de aves foram sacrificadas em um mercado do território hongkonês ao se encontrar o vírus em uma delas.
Mais de 300 pessoas morreram no mundo todo por gripe aviária desde que apareceu pela primeira vez em 2003, período no qual infectou 565 pessoas, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Desde aquele ano, o vírus H5N1 provocou a morte e obrigou o sacrifício de mais de 400 milhões de aves de curral, causando perdas de US$ 20 bilhões no mundo todo até que pôde ser erradicado na maioria dos 63 países afetados no momento mais forte da epidemia.