Pandemia de Influenza
Corresponde à circulação de uma cepa de um vírus da influenza humana com características antigênicas completamente distintas das cepas até então circulantes, devido a um processo de mutação completa, em geral por meio da recombinação de genes entre cepas de distintas espécies. No século passado ocorreram três pandemias (as chamadas Gripe Espanhola, Gripe Asiática e Gripe de Hong Kong) que repercutiram de forma distinta na morbimortalidade pela doença e suas complicações.
A primeira atingiu cerca de 500 milhões de pessoas em todo o mundo, com pelo menos 40 milhões de óbitos. As duas outras tiveram repercussão maior na morbidade do que na mortalidade, tendo sido registrados em torno de um milhão de óbitos em cada uma delas. O tempo histórico em que a Gripe Espanhola ocorreu e o estágio do desenvolvimento científico e tecnológico daquele momento seguramente foram fatores determinantes do impacto daquela pandemia.
Uma pandemia de gripe pode ser descrita como um evento epidemiológico caracterizado pela circulação mundial de um novo subtipo de um vírus influenza ao qual a população apresenta pouca ou nenhuma imunidade, com características de patogenicidade e virulência suficientes para, sob condições favoráveis de transmissão, infectar um grande número de pessoas. No momento atual, caracterizado pela dispersão geográfica sem precedentes de epizootias de influenza aviária de alta patogenicidade devido ao vírus A/H5N1 e a infecção eventual de seres humanos, há um cenário internacional propício para o surgimento de uma nova pandemia, o que vem obrigando os países a intensificar os seus processos de preparação interna para lidar com este fenômeno e suas possíveis repercussões sobre a saúde humana, sobre a economia e sobre os serviços essenciais ao funcionamento da sociedade.
Influenza A (H1N1) - 2009
Em 21 de abril de 2009 um novo vírus influenza A (H1N1) de origem suína foi identificado em duas meninas americanas com sintomas respiratórios. Nenhuma tinha tido contato com porcos. No dia 29 de abril de 2009, a OMS relatou infecções confirmadas em 9 países. Cerca de seis semanas depois, no dia 11 de junho, a OMS relatou que casos confirmados em laboratório estavam sendo relatados em 74 países e territórios. Poucas semanas depois, em 1º de julho, a OMS relatou que foram confirmadas infecções em 120 países e territórios em todo o mundo. É essa disseminação global que leva a OMS a declarar fases crescentes, como fizemos, e também a, eventualmente, comunicar ao mundo que uma pandemia definitivamente estava em curso.
Em 11 de junho de 2009, a Organização Mundial de Saúde (OMS) elevou o nível de alerta mundial da pandemia causada pelo novo vírus influenza A/H1N1 – linhagem suína – para a fase 6 (última fase). Essa ação foi motivada pela rápida propagação do vírus e não pela gravidade da doença.
Para maiores informações sobre a pandemia, consultar os websites do ministério da Saúde do Brasil (http://portal.saude.gov.br/portal/saude/default.cfm) e a página eletrônica da Organização Mundial de Saúde (http://www.who.int/en/).