O que é Gripe?
Circulação dos Vírus
Respiratórios
Vacina Contra Gripe
Gripe Aviária
Plano de contingência
Artigos Científicos e Recomendações
Publicações e Pôsteres
Aulas
Perguntas Mais Frequentes
Links Úteis
 
Veja também outras informações em: Artigos Científicos
PLANO PANDÊMICO
Um vírus influenza pandêmico ocorre quando um novo vírus influenza aparece, contra o qual, a população humana não tem nenhuma imunidade, levando a epidemias mundiais simultâneas com enormes números de mortes e de casos da doença. Com as melhorias no transporte e nas comunicações globais, bem como a urbanização e as circunstâncias de superlotação, as epidemias devidas a um novo vírus influenza terão uma rápida disseminação e grande impacto em todo o mundo.

Epidemias anuais pelo vírus influenza são devidas às pequenas mudanças nas proteínas de superfície dos vírus permitem que os seres humanos desenvolvam proteção por uma infecção prévia pelo vírus ou uma resposta a vacinação. Quando uma grande mudança em uma ou ambas as proteínas de superfície ocorre espontaneamente, ninguém terá imunidade parcial ou completa quando entrar em contato com esse vírus completamente novo. Se este novo vírus tiver também a capacidade de disseminar-se de pessoa a pessoa, poderá ocorrer uma nova pandemia.

As epidemias da influenza nos animais, em especial quando ocorrem simultaneamente com as epidemias anuais nos seres humanos, aumentam as possibilidades de um vírus pandêmico, pela possibilidade de troca de material genético entre os vírus influenza animais e humanos. Durante os últimos anos, o mundo enfrentou diversas ameaças com o potencial pandêmico, fazendo a ocorrência de uma nova pandemia apenas uma questão de tempo.

No passado, as novas cepas geraram pandemias que causaram taxas elevadas de mortalidade e grande impacto social. No século 20, a maior pandemia da influenza ocorreu em 1918 -1919 e causou um número de mortes estimadas em 40-50 milhões. Embora o cuidado de saúde tenha melhorado nas últimas décadas, modelos epidemiológicos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças – CDC, Atlanta, EUA, projeta que hoje, uma pandemia provavelmente resultaria em 2 a 7,4 milhões de mortes globalmente. Se todos os países fossem considerados desenvolvidos, estima-se que acometeria 15% população mundial, projetando uma demanda para 134 a 233 milhões de visitas ambulatoriais e 1,5 a 5,2 milhões de admissões hospitalares. Entretanto, o impacto da próxima pandemia é provavelmente muito maior em países subdesenvolvidos por causa de populações com características diferentes e dos recursos já deficientes para os cuidados de saúde.

Se um vírus influenza pandêmico aparecesse, nós poderíamos esperar:

  • A disseminação do vírus pandêmico ocorre rapidamente, devido ao elevado trânsito global, deixando pouco ou quase nenhum tempo para preparar-nos.
  • Estoques insuficientes de vacinas, agentes antivirais e antibióticos para o tratamento de infecções secundárias e a distribuição desigual dos estoques disponíveis. A disponibilidade de uma vacina eficaz contra o vírus pandêmico demoraria muitos meses.
  • Leitos médicos (hospitalares) serão insuficientes.
  • Faltas repentinas de profissionais para fornecer serviços essenciais à comunidade, inclusive em saúde.
  • O efeito da influenza em comunidades isoladas será relativamente prolongado quando comparado a outros desastres naturais, porque é esperado que surtos continuem a ocorrer.

Uma vigilância global contínua do vírus influenza é fundamental. A Organização Mundial da Saúde – OMS possui uma rede de 112 centros nacionais para o monitoramento da atividade do vírus influenza e seu isolamento em todos os continentes. Os centros nacionais da influenza irão relatar imediatamente, ao programa global da influenza da OMS ou a 1 dos 4 centros colaboradores da OMS, o achado de um vírus "incomum". A detecção rápida de epidemias incomuns da influenza, de isolamento de possíveis vírus pandêmicos e do alerta imediato ao sistema da OMS por autoridades nacionais é decisivo para montar uma resposta oportuna e eficiente à pandemia.

O planejamento de contingência para um evento futuro é freqüentemente difícil de justificar, particularmente frente a recursos limitados e a problemas/prioridades mais urgentes. Entretanto, há duas razões principais investimentos no plano de preparação pandêmico:

  1. A preparação alivia os efeitos médicos e econômicos diretos de uma pandemia, assegurando que medidas adequadas sejam tomadas e executadas antes que a pandemia ocorra.
  2. Preparar-se para a próxima epidemia da influenza fornece benefícios agora, como melhorias na infra-estrutura que podem ter benefícios imediatos e duráveis, podem também minimizar o efeito de outras epidemias ou doenças infecciosas.

Um componente principal do plano de preparação pandêmico é o fortalecimento da capacidade de responder às epidemias anuais da influenza. Uma rede de vigilância para o vírus influenza humano e animal bem como um programa de vacinação contra influenza são as bases de uma política nacional da influenza.

Assegurando um sistema adequado para o alerta, o gerenciamento da resposta e do desastre, deve ser a base de cada plano de preparação pandêmico nacional. Dependendo dos recursos disponíveis, uma preparação mais específica pode ser feita, como desenvolver planos de contingência específicos, estocagem dos antivirais, fortalecimento das comunicações sobre os riscos da doença, investimento na pesquisa da vacina pandêmica e promoção da produção nacional de vacinas contra influenza.

A OMS desenvolveu um plano de preparação pandêmico da influenza, que define as responsabilidades da OMS e de autoridades nacionais para o caso que de influenza pandêmico. Este plano está sendo atualizado para incorporar novos dados e a experiência científica obtida durante as epidemias recentes que tiveram o potencial pandêmico. A OMS oferece também ferramentas e treinamento da orientação à assistência no desenvolvimento de planos pandêmicos nacionais de preparação.

 
         
Última Atualização: 25/7/2008