Desde 1947, a OMS coordena centros de vigilância epidemiológica da gripe em várias partes do mundo, envolvendo 110 laboratórios em 80 países, os quais sistematicamente coletam amostras de secreções respiratórias dos pacientes com quadro clínico de gripe.
Os vírus influenza isolados são enviados aos centros de referência mundial de influenza localizados no EUA (Center for Disease Control and Prevention – CDC), na Inglaterra (Medical Research Institute) e Austrália (CSL Limited). Tais centros são responsáveis pela identificação completa do vírus influenza, com sua característica antigênica detalhada.
Posteriormente, especialistas da OMS se reúnem e recomendam as cepas de cada hemisfério que terão maior chance de causar epidemias na temporada seguinte à coleta.
No Brasil há três centros de referência para coleta do vírus influenza: Adolpho Lutz, Instituto Oswaldo Cruz, Instituto Evandro Chagas que participam da investigação e da rede mundial de vigilância do vírus influenza.

Após a seleção das cepas do vírus influenza que irão compor a vacina, a mesma entra em fase de produção industrial. Este procedimento requer tecnologia para produção rápida para que esta vacina esteja pronta em março/abril nos países do hemisfério sul e em outubro/novembro para o hemisfério norte.